PARA NÃO PERDER O BONDE DA HISTÓRIA
A diferença entre o sucesso e o fracasso às vezes é
delimitada por uma linha muito tênue, pode depender de um gesto pequeno, uma
decisão polêmica, ou, de alguém ter percepção de um fato que esteja para
acontecer, ou de um momento que pode ser único.
A história e avida estão cheias de exemplos, em todos os
níveis e nem sempre depende só de nós, alterar o curso da história. Outras
vezes o medo é maior que o desejo de conquistar algo importante.
Quem não lembra que o piloto brasileiro Felipe Massa, da
Ferrari, estava para se sagrar campeão mundial de formula um, no grande premio
do Brasil, quando na ultima curva o inglês Hamilton roubou lhe a chance de um
título que ainda hoje ele persegue e sabe se lá, se vai conseguir agora em
outra equipe.
Ainda como ilustração, lendo o diário Lance, acompanhei as
críticas feitas pelo Andrés Sanches, ex presidente do Corinthians, acerca da
candidatura do gaúcho Noveleto, oposição na futura eleição para presidente da
CBF, a Confederação Brasileira de Futebol, a quem ele manifestara apoio.
Lembrei que Andrés esteve muito próximo, de se tornar o
candidato e favorito porque seria da situação, a ocupar o mais cobiçado cargo no
país do futebol, não fosse a renuncia de Ricardo Teixeira, então presidente e
“dono” do futebol brasileiro, que mergulhado até o pescoço em esquemas de
corrupção não encontrou alternativa, a não ser, entregar o cargo e sair do
país.
José Maria Marin, do episódio das medalhas da Copa São Paulo
e dos elogios ao mais famoso torturador da história deste país, assumiu a CBF
com o afastamento de Teixeira e então Marco Polo Del Nero, presidente da
Federação Paulista de Futebol, será provavelmente o próximo presidente da
entidade.
Do ponto de vista pessoal da pra dizer que Andrés morreu na
praia, apesar de conseguir realizar o sonho de todo corintiano de ter seu
próprio estádio.
Quase deu, para Massa e Andrés.
Assim é na vida. Não somos donos do nosso destino, mas,
temos o dever de ficar atentos às possibilidades e oportunidades.
Nos exemplos acima, não deu para o Massa que buscava o
título, mas o Hamilton estava atento e também fez a sua parte. Levou.
Andrés, também fez a sua parte. Não deu. Tudo indica que Del
Nero vai levar, a não ser que o imponderável aconteça, o que não é impossível.
Trazendo para a nossa realidade, vivemos situação muito
favorável para o esporte de Tatuí.
Depois de um período sem muitas perspectivas, vemos crescer
o otimismo em relação aos esportes coletivos em nossa cidade.
Temos a Associação
Amigos do Basquete de Tatuí dando seus passos seguros para a afirmação
definitiva da modalidade que sempre ocupou seu espaço no coração dos tatuianos.
Vemos acordar de um sono profundo a ATCF- Associação Tatuiana de Clubes de Futebol para redirecionar os
rumos do futebol na cidade, com os clubes há muito tempo “batendo cabeça”, fazendo
um esforço enorme para um resultado aquém do esperado. Da para ser melhor. Pode
ser melhor.
Estamos acompanhando sair da incubadora em que ficou moribundo,
quase natimorto, o instrumento capaz de desenvolver o nosso futsal, brilhante
dentro da quadra, carente de uma melhor organização fora dela. Falo da Liga Tatuiense de Futsal.
A movimentação é grande em torno do esporte e as condições
nunca foram tão boas, dirigentes de clubes sensatos, Secretaria Municipal de
Esportes, Juventude e Lazer interessada, presidentes das instituições motivados
e confiantes, cada um fazendo o que compete.
Neste momento tudo conspira a favor, cabe aos demais (todos
nós), apoiar as iniciativas e torcer para que nenhuma intercorrência venha
provocar um desvio de rota que conduza novamente o nosso esporte para um
destino de incerteza ou descaso, seja por intolerância, incompetência ou má fé.
Porque tudo é possível.
Por hora tudo esta caminhando bem, nosso desejo é que continue
assim, é importante que tenhamos a consciência de que cada um deve fazer a sua
parte, sabendo que o preço do sucesso, além do esforço coletivo, é a constante
vigilância para não perdermos o bonde da história.