A CASO DO ACASO
Cristiano Mota
Estudar, conhecer novos lugares, mudar de vida. Seja qual for o
objetivo, a escolha de um lugar para colocar as metas em prática é o primeiro
passo para quem deseja "respirar novos ares". Foi mais ou menos assim
que eu fui parar em Dublin, na Irlanda (história que conto mais tarde). E, é
mais ou menos assim, que eu vim para a Ilha de Malta (foto).
Como todo profissional em busca de novos desafios, resolvi me
arriscar. O detalhe é que eu quis ir na contramão dos meus colegas de
profissão. Sou jornalista, atuo na área desde 2000, mas formado (e com orgulho)
em 2008.
A maioria dos jornalistas aposta nas capitais para obter novas
posições - eu sou do interior do Estado de São Paulo. Por um acaso do destino,
não descobri, mas fui descoberto! Recebi uma proposta de estágio e cá estou eu.
O processo para a assinatura do contrato foi longo, cansativo e
um pouco chato. Acordar durante a madrugada só para fazer entrevista via Skype
não é fácil, especialmente se você tem problemas de sono, como eu.
Apresentar currículo, descrever rotina de trabalho, enviar
fotos e documentos comprobatórios para, depois, chegar ao país e concluir o
processo de "work permit". Precisei fazer tudo isso até comprar as
passagens seguro saúde, etc. Entrei em Malta como turista, mas mudei meu visto
estando aqui (explico o passo a passo em outro post).
Minha primeira impressão sobre o país: "Wow". Você
vai se pegar falando isso o tempo todo se seguir explorando Malta. Isso mesmo,
explorando. A ilha é pequena, se a compararmos com extensão territorial com
cidades do interior do Brasil, mas gigante no que diz respeito a história,
cultura, hábitos europeus e diversidade.